Cadeiras, bancos e candeeiros, entre outras peças, trabalhadas à mão em buinho, colhido de Maio a Julho nas margens do rio Guadiana e seus afluentes. Uma família. Uma safra por ano.
O buinho nasce em zonas húmidas, junto às margens dos rios e ribeiras do centro e sul de Portugal. Corta-se ainda verde, de Maio a Julho, e estende-se ao sol para secar — voltando-se ao fim de alguns dias, para que o outro lado apanhe o mesmo sol.
Só depois de seco, escolhido caule a caule e atado em molhos, é que o buinho fica pronto para ser empalhado. É este trabalho, feito meses antes de qualquer peça existir, que dita quantas conseguimos fazer em cada ano.
Décadas de ofício — do corte e montagem da madeira ao empalhamento do assento. Aprendeu tudo desde criança, quando começou a fazer os seus brinquedos.
Aprendeu o ofício mais recentemente, ao lado do pai. Também é responsável pelo empalhamento, em paralelo com o pai, fio a fio.
"Uma peça nossa não sai daqui enquanto não tiver a mão dos dois." Família Pica, Baleizão
Ainda não temos a lista de espera disponível — estamos a prepará-la. Volte a visitar-nos daqui a algum tempo.